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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

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Rio+20 terá adicional de R$ 430 mi para segurança PUBLICIDADE DA AGÊNCIA BRASIL


O Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (14), em sessão conjunta da Câmara e do Senado, crédito suplementar de R$ 430 milhões para a organização da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que o Brasil vai sediar em junho de 2012. O dinheiro irá para o reforço do policiamento do Rio e para o controle de imigração.
A conferência deverá reunir chefes de Estado e de governo e representantes da sociedade civil, de ONGs (organizações não governamentais) do mundo inteiro e de organismos multilaterais para debater as relações entre economia e ambiente sob a ótica do desenvolvimento sustentável.
Além dos recursos para a organização da conferência, os parlamentares aprovaram cinco projetos de lei que abrem crédito suplementar de mais de R$ 1,2 bilhão. Um dos projetos libera R$ 135,5 milhões para o Ministério da Defesa, para reforço do trabalho do Exército nas favelas pacificadas dos morro do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.
O Ministério da Defesa ainda receberá mais R$ 380,9 milhões, junto com o Ministério da Justiça, para investir em patrulhamento das rodovias federais, manutenção do sistema de segurança das penitenciárias federais e reforma e modernização de unidades da Polícia Federal nas regiões Norte e Nordeste.
O pacote de crédito suplementar também inclui R$ 73,6 milhões para implantação de um parque científico e tecnológico e de um campus avançado da Universidade Federal de Juiz de Fora na cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais.
Também foram liberados R$ 116,2 milhões às Justiças Federal, Eleitoral e do Trabalho, ao Ministério Público da União e ao Ministério das Relações Exteriores, para aquisição, reforma e construção de imóveis. E mais R$ 76,5 milhões de orçamento extra poderão ser usados para complementar despesas de pessoal no Senado Federal, TCU (Tribunal de Contas da União), na Justiça Federal, nos ministérios da Previdência Social e da Defesa e nos ministérios públicos da União e de estados e municípios.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cinco países geram metade dos gases-estufa; Brasil é o 6º emissor


Mais da metade de todas as emissões de carbono liberadas na atmosfera são geradas por apenas cinco países. O Brasil aparece na sexta posição, segundo um ranking publicado na quinta-feira durante a COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), que acontece em Durban, na África do Sul.
China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Japão lideram a lista, seguidos de Brasil, Alemanha, Canadá, México e Irã.
Os primeiros dez países são responsáveis por dois terços das emissões globais, acrescentou o documento, compilado pela empresa radicada no Reino Unido, Maplecroft, especializada em análise de risco.
Três dos seis maiores emissores são gigantes emergentes que demandam energia e desenvolvem suas economias a uma velocidade vertiginosa.
A China, que superou os Estados Unidos alguns anos atrás no topo da lista, produziu 9.441 megatoneladas de CO2-equivalente (CO2e), uma medida que combina dióxido de carbono (CO2) com outros gases aprisionadores de calor, como metano e óxido nitroso.
O método de cálculo utilizado combinou números de 2009 para o consumo de energia com números estimados para 2010.
A maioria das emissões dos países é de dióxido de carbono, graças à enorme demanda de energia. O uso de energias renováveis está aumentando, mas continua pequeno em comparação com o de combustíveis fósseis.
A Índia produziu 2.272,45 megatoneladas de CO2e, parte significativa de metano gerado na agricultura.
"Embora o uso per capita de energia na China e na Índia seja relativamente baixo, a demanda em geral é muito grande", explicou Chris Laws, analista da Maplecroft.
"Quando combinado com o alto uso de carvão e outros combustíveis fósseis, isto resulta em grandes emissões nos dois países", acrescentou.
A produção brasileira, de 1.144 megatoneladas derivados do uso energético, seria significativamente maior se o desmatamento fosse levado em conta.
Entre as economias avançadas, os Estados Unidos --o primeiro país em emissões per capita entre as grandes potências-- produziram 6.539 megatoneladas de CO2e.
A Rússia, com 1.963 megatoneladas, ficou em quarto. Suas emissões caíram após a derrocada da União Soviética, mas espera-se que subam.
No Japão, onde a geração é de 1.203 megatoneladas de CO2e, os temores de segurança com relação à energia nuclear levaram a uma maior dependência em combustíveis fósseis, e um pico em emissões de carbono, disse Laws.
Ele destacou, no entanto, que o governo japonês anunciou sua intenção de preencher a lacuna energética com fontes renováveis.
"É improvável que a tendência de aumento das emissões de gases efeito estufa seja mitigada em médio e longo prazos", relatou por e-mail.
O índice dos 176 países, com base nos níveis anuais de emissões de gases de efeito estufa, combina dados sobre as emissões de CO2 de uso energético e emissões de gases não CO2.
Os dados vieram de várias fontes, entre elas a EPA (Agência de Proteção Ambiental) dos Estados Unidos.
As negociações de Durban, que envolve 194 países no âmbito da UNFCCC (Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) se estendem até o próximo dia 9.


http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1015595-cinco-paises-geram-metade-dos-gases-estufa-brasil-e-o-6-emissor.shtml

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Degelo do solo ártico eleva emissões de gases do efeito estufa


A quantidade de gases-estufa liberados até 2100 pelo derretimento do permafrost (o solo congelado do Ártico) poderá ser até cinco vezes maior do que se imaginava. Para piorar, esses gases serão ricos em metano, que tem um alto poder de "multiplicar" o aquecimento global.
A afirmação é de mais de 40 cientistas da Rede de Carbono do Permafrost, liderados por Edward Schuur e Benjamin Abbott, em artigo na revista científica "Nature".
De acordo com a equipe de cientistas, a falta de estudos fez com que, até agora, a quantidade certa de carbono contido no permafrost fosse subestimada, assim como seus potenciais efeitos sobre o clima global.
BOMBA-RELÓGIO
Durante centenas de milhares de anos, sucessivos degelos e congelamentos prenderam uma enorme quantidade de restos de animais e plantas sob uma camada espessa de gelo no Ártico.
Agora, com o aquecimento global, esse material irá começar a se decompor e liberar gases intensificadores do efeito estufa na atmosfera.
O grupo estima que, sob essa camada --cobre quase 20% de todas as terras do hemisfério Norte--, haja 1,7 bilhão de toneladas de carbono "preso". O que, definitivamente, não é pouco.
"É quase quatro vezes mais do que todo o carbono emitido pelas atividades humanas em tempos modernos e o dobro do que está presente na atmosfera agora", dizem os autores do trabalho.
Os cientistas usam avançados modelos climáticos no computador. Eles trabalham com dois cenários, um em que as temperaturas globais sobem muito e outro em que o aumento é moderado.
Em ambos os casos, a cobertura do permafrost diminui consideravelmente.
Embora a maior parte do carbono deva ser liberada na forma de CO2 --o mesmo das emissões dos carros, por exemplo-- haverá também muito metano, que tem um potencial de aquecimento 25 vezes maior.
Por isso, embora os cientistas digam que a principal fonte de emissões continuará sendo a queima de combustíveis fósseis, o derretimento do permafrost será "um importante amplificador das mudanças climáticas".
"As maioria das pesquisas fala muito das emissões de desmatamento e combustíveis fósseis. Esse artigo mostra, cada vez mais, que o derretimento do permafrost é um fator importante para a mudança climática", afirma o climatologista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) José Marengo.
Segundo ele, no entanto, é preciso haver mais estudos sobre a quantidade de gases-estufa liberados. "Sem isso, pode-se ter o melhor modelo de computador que não vai adiantar. O resultado final vai ser uma generalização."